ACEO já tem calendário de atividades para todo o ano de 2010

Projetor multimídia e orquídea
Projetor multimídia: melhores imagens e mais informações vão enriquecer as reuniões da ACEO.

Com uma reunião da Diretoria, realizada sábado, dia 6, a Associação Cearense de Orquidófilos deu início a suas atividades do ano de 2010. Na ocasião, dentre vários outros temas tratados, foi discutida a agenda da ACEO para o corrente ano. Desde já, fica definido o seguinte calendário de reuniões:

  • Fevereiro: 20
  • Março: 27
  • Abril: 17
  • Maio: 15
  • Junho: 19
  • Julho: 17
  • Agosto: 21
  • Setembro: 18
  • Outubro: 16
  • Dezembro: 17

Na reunião de Junho será comemorado o Dia do Orquidófilo, efeméride assinalada para o dia 22 e que comemora o nascimento do botânico João Barbosa Rodrigues, pai da orquidofilia brasileira. Já no mês de Novembro a reunião é substituída pela grande exposição anual – o FestOrquídeas – marcada para os dias 12, 13 e 14, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

[CONTINUE LENDO…]

Notícias do mundo dos livros

O cultivo de orquídeas é um hobby que requer muita leitura. E é natural que assim aconteça. Na medida em que cresce o interesse de uma pessoa pelas orquídeas, aumenta também sua vontade de conhecer melhor essas flores, de aprender mais sobre seus segredos, suas características, o melhor modo de cultivo de cada espécie. É aí que nos voltamos para os livros e revistas.

O website da Associação Cearense de Orquidófilos – ACEO, frequentemente, tem aberto espaço para os livros. E vai continuar insistindo nessa pauta, dada a importância da literatura especializada para todo aquele que se interessa pelas orquídeas. É o mesmo motivo pelo qual, nas três edições já realizadas do FestOrquídeas, a ACEO promoveu lançamentos de livros.

Hoje, aqui, relembramos alguns títulos que já ocuparam espaços nesta página e damos outras notícias.

[CONTINUE LENDO…]

Entrevistas da ACEO – Nº 16: Maria do Rosário e o movimento para salvar nossas orquídeas

Ex-Presidente de uma das mais atuantes entidades orquidófilas do Brasil – a OrquidaRio – Maria do Rosário de Almeida Braga conversa com Juliana Coelho, Diretora de Eventos da Associação Cearense de Orquidófilos. No depoimento, aqui reproduzido na íntegra, ela fala de sua preocupação com a preservação das orquídeas no ambiente natural e do papel das associações no campo da educação ambiental. Também conta a história do Orquidário Quinta do Lago, hoje fechado, mas onde as plantas “estão mais lindas do que nunca”.

Associação Cearense de Orquidófilos: Quando aconteceu seu primeiro encontro com as orquídeas? Como foi seu envolvimento com esse universo?

Maria do Rosário de Almeida Braga: Foi em setembro de 1994. O Orquidário Quinta do Lago, que já existia desde 1990, estava se preparando para participar de uma exposição no Museu de Arte Moderna, no Rio. Fiquei completamente encantada com a beleza da floração de setembro.

ACEO: Na presidência da OrquidaRio, você se preocupou muito com a preservação ambiental e, em especial, das orquídeas em seu habitat. Fale-nos sobre a REGUA, esse projeto que teve como parceiro a San Diego County Orchid Society.

[CONTINUE LENDO…]

Quando as orquídeas inspiram os poetas

Coelogyne pandurata
Coelogyne pandurata, uma cascata de flores.

Mais uma vez, esta página abre espaço para a poesia. Hoje transcrevemos belíssimo soneto do poeta Jorge Tufic, dedicado a Vera Coelho, Vice-Presidente da ACEO. Nascido no Acre e residente em Fortaleza, Tufic é autor de mais de 40 títulos publicados, entre prosa e verso. Vejam, nas linhas que se seguem, a perfeição das rimas e dos versos decassílabos, que tão bem traduzem o sentimento do poeta:

Soneto para Vera Coelho

As orquídeas têm mãos que são da Vera,
têm halo e resplendor quando é preciso;
brotam do zelo em forma de sorriso,
o tempo é delas como a primavera.

Parecem vir de um sonho ou de outra esfera,
são várias com frequência; e sem aviso
fazem da cor a luz do paraíso
criando em torno a própria atmosfera.

São raras estas flores, como são
notáveis no orquidário desta dama
onde cantam silêncios de oração.

Benditos jarros, pálpebras de orvalho,
mundo verde que traz-lhe glória e fama,
sempre à custa de amor e de trabalho.

Jorge Tufic

SORN elege nova Diretoria para 2010 e 2011

Eleita a nova Diretoria da Associação Orquidófila do Rio Grande do Norte (SORN). A missão é conduzir a entidade no biênio 2010/2011, contribuindo para difundir o cultivo de orquídeas na terra da Cattleya granulosa. Ficou assim a composição do grupo que assumiu os destinos da SORN:

  • Presidente: Gelza Matsunae
  • Vice-Presidente: Idelemon Vaz
  • Secretária: Edjane Arruda
  • Tesoureiro: João Felismino
  • Diretor Técnico: Roberto Guerra
  • Diretor de Comunicação Social: Severino Carvalho
  • Diretora de Patrimônio: Gisélia Ferreira Costa

O Conselho Deliberativo será presidido por Tertuliano Aires Neto e o Conselho Fiscal, por Clementino Câmara Neto.

Segundo informa o ex-Presidente Severino (ou Severo, para os amigos), a SORN já decidiu realizar duas exposições em 2010. A primeira acontecerá no Bosque das Mangueiras, no bairro de Lagoa Nova, em Natal, nos dias 4, 5 e 6 de junho, coincidindo com a Semana do Meio Ambiente. A segunda será a EXPOSORN, marcada para os dias 3, 4 e 5 de setembro, no mesmo local. Esse evento, que já se tornou tradicional no Nordeste, comemora o aniversário da entidade orquidófila norte-riograndense.

Entrevistas da ACEO – Nº 15: Para o Dr. Ângelo Lo Ré, a Cattleya labiata tem “algo mágico”

Entre albas, semialbas e flores tipo, Ângelo contabiliza a floração da semana no labiatário.
Entre albas, semialbas e flores tipo, Ângelo contabiliza a floração da semana no labiatário.

A esposa Katia e as filhas Carol e Vitória são, no coração do Dr. Benedito Ângelo Lo Ré, as únicas paixões mais fortes do que as orquídeas. Ginecologista, obstetra e também auditor, ele reside em Serra Negra, interior de São Paulo, e é um dos mais respeitados nomes da orquidofilia brasileira, assumindo, sem disfaces, a condição de “labiateiro” inveterado. Aqui, transcrevemos sua entrevista ao “Boletim ACEO”.

Associação Cearense de Orquidófilos: O amor dispensa explicações. Mesmo assim, tente explicar sua paixão pela Cattleya labiata.

Ângelo Lo Ré: Como foi dito na pergunta, sem explicações. Mas vou tentar. No começo é aquela febre, a gente coleciona até capim com cara de orquídea. Meu começo, na verdade, não teve uma data marcante. Meu pai sempre cultivou orquídeas. Hoje, com 84 anos, cuida de todas as suas plantas diariamente. Foi assim que eu cresci, vendo orquídeas, cuidando de orquídeas. Com o decorrer dos anos, casei-me e construí meu próprio orquidário. Acredito que, há cinco anos, comecei a enxergar algo mágico nas labiatas. Talvez eu sempre as visse, mas não as enxergava. Foi admirando os desenhos do labelo e, principalmente, notando as diferenças, que a paixão começou. Paixão, diga-se de passagem, com cara e toda pinta de alucinação. Comprei lotes. Coleções mesmo, daquelas de fazer lista, e indo atrás de cada uma. Como gosto de estudar, não comprei só labiatas, mas também livros. Vários deles. Aí a paixão aumentou. Juntos, a coleção e o estudo fizeram de mim um labiateiro. Anos a fio lendo, cuidando, estudando e conversando muito com os criadores.

ACEO: E o que você descobriu na Cattleya labiata?

[CONTINUE LENDO…]