Orquídeas: quem ama, fotografa (20)

Américo Pereira é o convidado de hoje deste espaço dedicado a fotos das mais belas flores do planeta. Ele é professor aposentado e mora em Terras de Bouro, uma vila do distrito de Braga, no Norte de Portugal. Cultiva orquídeas há mais de 30 anos e, nesta altura, fazem parte do seu acervo mais de 700 plantas, distribuídas por 80 gêneros diferentes e cerca de 250 espécies. Alguns híbridos podem ser encontrados em sua coleção, mas ele prefere espécies, dedicando especial atenção aos Dendrobium, Cymbidium, Maxillaria, Bulbophyllum, Cattleya e Paphiopedilum.

Como o clima da sua região é bastante frio no inverno, com a temperatura chegando facilmente a zero grau, Américo possui duas estufas distintas: uma é aquecida artificialmente nesta época do ano, para o cultivo das espécies provenientes de climas mais quentes; a outra, destinada a espécies provenientes de habitats mais frios, não possui qualquer aquecimento, conseguindo manter a temperatura apenas 3 a 4 graus acima da média relativamente ao exterior.

Américo Pereira é um colaborador assíduo da revista “Lusorquídeas” (Associação Portuguesa de Orquidofilia), do “Jornal do Orquidófilo” (Clube dos Orquidófilos de Portugal) e do jornal da Associação das Orquídeas Silvestres – Portugal (AOSP). Ele estuda, pesquisa  e fotografa in loco as orquídeas silvestres de Portugal e de sítios da Europa, o que resulta, frequentemente, na publicação de artigos sobre as orquidáceas. Para conhecer mais detalhes da sua rica atividade orquidófila, visite o endereço: http://orquideassoltas.blogspot.pt

Seguem-se algumas fotos tomadas por Américo nos seus orquidários:

Cymbidium mastersii
Cymbidium mastersii
Gastrochilus japonicus
Gastrochilus japonicus
Masdevallia laucheana var. alba
Masdevallia laucheana var. alba
Maxillaria funicaulis
Maxillaria funicaulis
Maxillaria luteoalba
Maxillaria luteoalba
Maxillaria sanderiana 'Black Lip'
Maxillaria sanderiana ‘Black Lip’
Paphiopedilum fairrieanum
Paphiopedilum fairrieanum
Phragmipedium schlimii
Phragmipedium schlimii
Pleione maculata
Pleione maculata
Rhynchostylis gigantea
Rhynchostylis gigantea

 

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Lou Menezes propõe educação ambiental para salvar as orquídeas

Lou Menezes, ao participar de evento na ACEO, em 2011
Lou Menezes já participou de várias edições do FestOrquídeas.

“As associações orquidófilas devem implantar programas de educação ambiental, alertando os amantes de orquídeas a não contribuírem com o comércio ilegal, comprando plantas retiradas das matas”. O alerta é dado pela engenheira florestal Lou Menezes, do IBAMA, em entrevista à TV Senado.

Grande pesquisadora das orquídeas brasileiras e autora de diversos livros sobre esse tema, Lou Menezes já participou, em várias ocasiões, das exposições anuais promovidas pela Associação Cearense de Orquidófilos (ACEO). Nesses eventos, que atraem milhares de pessoas, a ACEO proibe, terminantemente, a comercialização de orquídeas retiradas do ambiente natural. A venda é feita, unicamente, por orquidários comerciais, que trabalham com plantas reproduzidas (legalmente) em laboratório.

Lou considera “um grande absurdo” o comércio ilegal. Segundo ela, o próprio colecionador orquidófilo é, potencialmente, um depredador. “Ele fica tão fascinado, que perde a noção do que é correto. Não se deve, em hipótese alguma, adquirir plantas de mateiros”, salienta a pesquisadora, admitindo que “isso é um processo lento de educação ambiental, mas que tem que ser implantado pelas comunidades orquidófilas”.

Lou destaca que as orquídeas terrestres são ainda mais ameaçadas que as epífitas. Ela sugere que os orquidófilos procurem, cada vez mais, reproduzir suas plantas, como meio de salvar as inúmeras espécies ameaçadas de extinção.

O vídeo com a matéria completa da TV Senado está no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=dJH2aOpGySc

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Orquídeas: quem ama, fotografa (19)

Vera Coelho tem forte presença no movimento orquidófilo do Ceará. Participou ativamente da reorganização da Associação Cearense de Orquidófilos-ACEO, entidade da qual foi presidente e vice-presidente, atuando hoje como tesoureira.

As fotos que selecionou para esta postagem incluem os gêneros de sua preferêmcia – Bulbophyllum e Catasetum – mas também a nordestina Cattleya labiata, a Laelia purpurata, típica da Mata Atlântica, e a exótica Pholidota imbricata. Na foto de apresentação, ela aparece envolvida pelo Dendrobium crumenatum que, periodicamente, lança grande quantidade de pequenas flores brancas e perfumadas, atraindo dezenas de polinizadores.

Quando começou a paixão da Vera pelas orquídeas? – Ela tem bem guardado na lembrança esse momento: foi quando uma planta que havia ganho de presente floriu em suas mãos pela primeira vez. Tratava-se de um magnífico híbrido roxo, que se fixou para sempre em sua mente e a arrastou, em definitivo, para o mundo encantado das orquídeas.

Vera Coelho envolvida pelas hastes de Dendrobium crumenatum
Vera Coelho envolvida pelas hastes de Dendrobium crumenatum
Bulbophyllum caranculatum
Bulbophyllum caranculatum
Bulbophyllum careyanum
Bulbophyllum careyanum
Bulbophyllum medusae
Bulbophyllum medusae
Catasetum barbatum
Catasetum barbatum
Catasetum macrocarpum
Catasetum macrocarpum
Catasetum pileatum 'Oro Verde' x imperiallis x vinaceum
Catasetum pileatum ‘Oro Verde’ x imperiallis x vinaceum
Cattleya labiata 'Meu Pai'
Cattleya labiata ‘Meu Pai’
Cirrhopetalum sikkimense
Cirrhopetalum sikkimense
Laelia purpurata
Laelia purpurata
Pholidota imbricata
Pholidota imbricata

 

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Orquídeas: quem ama, fotografa (18)

Graziela Meister é a atual presidente da Associação Portuguesa de Orquidofilia. Aqui, ela mostra aos visitantes do www.orquidofilos.com algumas das orquídeas que cultiva no jardim de sua casa, na cidade do Porto.

Entrevistada, um ano atrás, pelo “Boletim ACEO”, Graziela confessou:  “O que me levou a cultivar orquídeas foi sua beleza e formas singulares, que as distinguem de todas as outras plantas. Há 45 anos, encontravam-se muito poucas orquídeas em Portugal e isso também foi um desafio para mim. Tudo começou mais ou menos em 1967, quando costumava ir a um grande horto do Porto, que se chamava Moreira da Silva, e onde encontrei as primeiras orquídeas à venda.Essa paixão de longa data resultou numa bela e bem cuidada coleção, que hoje inclui cerca de mil exemplares de orquídeas, e também numa profunda dedicação ao movimento orquidófilo em seu país. No momento, Graziela organiza a 7.ª Exposição / Venda Internacional de Orquídeas do Porto, que acontecerá na primeira quinzena de março. Seguem-se as imagens de algumas joias do seu orquidário:

Cattleya leopoldii em tronco de jacarandá.
Cattleya leopoldii em tronco de jacarandá.
Coelogyne mooreana.
Coelogyne mooreana.
Dendrobium nobile em tronco de jacarandá.
Dendrobium nobile em tronco de jacarandá.
Laelia purpurata carnea.
Laelia purpurata carnea.
Neofinetia falcata.
Neofinetia falcata.
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Padrão atípico na distribuição das florações da C. labiata em 2015

Cattleya labiata var. rubra
Cattleya labiata var. rubra

Texto, fotos e cultivo de Italo Gurgel

Uma observação inicial seria oportuna: não desenvolvi nenhuma técnica especial para cultivar orquídeas, mas, em meu orquidário, na Região Metropolitana de Fortaleza/CE, a Cattleya labiata Lindl. floresce o ano inteiro.

Em 2015, a distribuição das florações dessa espécie apresentou, mês a mês, oscilações bem fora do padrão que venho observando há muito tempo. Adiante-se que não se registrou, no período, qualquer alteração significativa na coleção, instalada em um sítio na cidade de Euzébio/CE, onde as condições ambientais foram praticamente as mesmas dos anos anteriores. O local é um tabuleiro arenoso a 25m do nível do mar e a 15 km da costa em linha reta. A temperatura média anual varia de 23 a 31 graus e a umidade relativa média é de 78,8%.

Cattleya labiata var. semialba
Cattleya labiata var. semialba

A quadra atual, que perdura há quatro anos, é de poucas chuvas, com um recrudescimento do calor no verão. Ventos fortes e secos sopram entre agosto e outubro. As plantas recebem tratos culturais regulares e o orquidário possui sistema automático de nebulização, que somente é desligado nos dias de chuva, que se concentram nos primeiros meses do ano.

A coleção de C. labiata reúne, hoje, 159 plantas adultas, além de outras em diferentes estágios de crescimento. Elas se apresentam em quase todas as suas variedades (com predominância da típica), sendo a maioria dos clones originária das serras cearenses. Muitas touceiras já foram desdobradas, e somente uma quarta parte foi adquirida em orquidários do Sudeste do país, constituindo-se em plantas que passaram por sucessivos cruzamentos.

Cattleya labiata var. caerulea
Cattleya labiata var. caerulea

Parte das labiatas está fixada em estacas da madeira “sabiá” (Mimosa caesalpiniifolia), parte em vasos de barro com substrato de cubos de casca de coco e amêndoas do coco “catolé” (Syagrus cearensis). Todas ficam penduradas em varais. O orquidário é coberto e envolvido, nos quatro lados, por tela negra de 70%. A adubação é quinzenal.

Considero que esse plantel é, numericamente, apropriado para embasar um levantamento estatístico confiável, embora se deva levar em conta que os dados por mim obtidos podem divergir dos de outras coleções da mesma espécie, em condições ambientais e de tratos culturais diferentes.

Foi o seguinte o número das florações em 2015:

  • Janeiro – 41
  • Fevereiro – 46
  • Março – 20
  • Abril – 28
  • Maio – 12
  • Junho – 05
  • Julho – 10
  • Agosto – 23
  • Setembro – 10
  • Outubro – 28
  • Novembro – 10
  • Dezembro – 17
Cattleya labiata tipo
Cattleya labiata tipo

Cabe destacar que, das 159 Cattleya labiata adultas, 140 floriram entre janeiro e dezembro de 2015. A título de curiosidade, acrescentaria: 65 delas floriram apenas uma vez. Por outro lado, o clone de nº 100, em estaca de madeira, lançou flores em cinco ocasiões e o de nº 085, em vaso de barro, seis vezes.

Florações labiatas 2003 - 2013Comparando-se os três gráficos em anexo, podemos observar o padrão atípico das florações de 2015. O primeiro apresenta um recorte histórico de dez anos (de 2003 a 2013) e revela uma curva que se reproduz, praticamente, todos os anos. O mês de janeiro traz alta produção de flores, sequenciando um período ascendente iniciado em novembro do ano anterior. A partir de fevereiro, as florações se reduzem, até chegarem ao patamar mais baixo em julho, quando tem início nova ascensão, que vai fechar em alta o ciclo anual.

Florações labiatas 2014O segundo gráfico se reporta às estatísticas de 2014, quando o padrão histórico se reproduz de uma forma muito aproximada.

Já em 2015 – terceiro gráfico –, as oscilações foram constantes o ano inteiro. A curva tradicional quase não aparece, substituída por altas e baixas de janeiro a dezembro. O mês mais florífero foi fevereiro (e não janeiro), enquanto o de menor produção foi junho (e não julho). Novembro revelou-se um período medíocre e dezembro também não reproduziu o alto nível das floradas que o caracteriza.

Florações labiatas 2015Conforme destaquei inicialmente, nenhuma mudança digna de nota aconteceu no orquidário ao longo do ano de 2015, o que me impede de atribuir a irregularidade da floração a uma causa hipoteticamente válida. Estatística é assim mesmo: aguça a curiosidade, mas nem sempre oferece respostas conclusivas.

Sobre o autor: Italo Gurgel é professor e jornalista. Reside em Fortaleza/CE e, atualmente, é diretor de Comunicação da Associação Cearense de Orquidófilos-ACEO, entidade que já presidiu em duas gestões. É autor da “Cartilha de Cultivo de Orquídeas”, editada pela ACEO, e de uma série de artigos publicados em revistas orquidófilas do Brasil e Portugal.

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Orquídeas: quem ama, fotografa (17)

Ariel Molinari, residente em Curitiba, é médico ginecologista e obstetra, formado em 1964 pela Universidade Federal do Paraná. Hoje, aposentado, dedica-se, com extraordinário sucesso, ao cultivo de orquídeas. As imagens daqueles clones perfeitos, que ao longo dos anos foram sendo aprimorados em seu orquidário, ele as compartilha, com os amantes das orquidáceas, no Facebook e nas listas de discussão, como a do Yahoogrupos. As fotos quase sempre são feitas sobre fundo esverdeado e fora de foco, o que realça a beleza das flores em primeiro plano.

A Cattleya labiata é, confessadamente, a flor preferida do Dr. Molinari: “Tirante algumas poucas intermedias, purpuratas e anceps, pode-se dizer que sou um amante exclusivo das labiatas”. É nelas que o médico-orquidófilo concentra seus cuidados, paciência e apurada técnica, procurando selecionar a flor perfeita. “Ainda procuro uma caerulea do meu agrado. Quem sabe, algum dia chego lá!”, comenta. O grau de perfeição a que já chegaram os clones por ele selecionados é perfeitamente visível na coleção de fotos que se segue e que contempla diferentes variedades da “Rainha do Nordeste”, todas batizadas com sugestivos nomes clonais.

Cattleya labiata alba 'Angelina'
Cattleya labiata alba ‘Angelina’
Cattleya labiata alba 'Dr. Sérgio'
Cattleya labiata alba ‘Dr. Sérgio’
Cattleya labiata pincelada 'Meu Encanto'
Cattleya labiata pincelada ‘Meu Encanto’
Cattleya labiata rosada 'Sonho Meu'
Cattleya labiata rosada ‘Sonho Meu’
Cattleya labiata rubra 'Malícia'
Cattleya labiata rubra ‘Malícia’
Cattleya labiata semialba 'Eclipse'
Cattleya labiata semialba ‘Eclipse’
Cattleya labiata tipo 'Abusada'
Cattleya labiata tipo ‘Abusada’
Cattleya labiata tipo 'Cara Branca'
Cattleya labiata tipo ‘Cara Branca’
Cattleya labiata tipo 'do Lauck'
Cattleya labiata tipo ‘do Lauck’
Cattleya labiata tipo 'Mistério'
Cattleya labiata tipo ‘Mistério’
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Você já pode inscrever-se para a WOC-2017, no Equador

Cartaz - WOC 2017Está agendada para o período de 8 a 12 de novembro de 2017 a 22ª World Orchid Conference -WOC, a se realizar na cidade de Guayaquil, Equador. Interessados em participar já podem inscrever-se, beneficiando-se com o valor das taxas, que será reajustado na medida em que se aproximar a data do evento.

A WOC se celebra a cada três anos, desde 1954, com o fim de propiciar um grande encontro da comunidade mundial de orquidófilos e orquidólogos. A próxima conferência terá um cenário privilegiado – a bela cidade de Guayaquil, que se prepara para receber calorosamente os participantes, honrando a alcunha de País das Orquídeas, recentemente conferida ao Equador.

De fato, nas montanhas e florestas equatorianas, são encontradas quatro das cinco subfamílias de orquidáceas existentes no planeta, das quais 1.714 são espécies endêmicas. Outras 400 estão em processo de estudo e descrição. O país tem a maior diversidade por metro quadrado e quase 20% de sua superfície é composto de áreas protegidas.

A CIDADE – Guayaquil, situada na costa do Pacífico, é a maior cidade do Equador e seu principal porto. Conta com aeroporto internacional, um dos melhores em sua categoria na América do Sul, com voos diários das principais companhias aéreas de todo o mundo. Os visitantes podem alojar-se em um dos muitos hotéis internacionais e desfrutar de ampla gama de atividades, como visitas ao jardim botânico, museus, monumentos históricos, centros comerciais, praias e cidades próximas. Há também uma variada rede de restaurantes. Um detalhe: o Equador utiliza o dólar norte-americano como moeda.

INSCRIÇÕES – Quem se interessar em participar da WOC-2017, pode acessar o website do encontro (www.woc22.com), onde encontrará a ficha de inscrição, além de outras informações sobre a Conferência e seu maravilhoso cenário.

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