Em março, Taiwan receberá amantes das orquídeas de todo o planeta

Orchids Taiwan
A TIOS-2017 deve repetir o espetáculo de beleza dos anos anteriores. (Foto: Divulgação)

Uma das maiores exposições de orquídeas do planeta acontece, no próximo mês de março, em Taiwan. Trata-se da Feira Internacional de Orquídeas de Taiwan – TIOS-2017, agendada para o período de 3 a 13 de março, no Taiwan Orchid Plantation, na cidade de Tainan.

Além da competição entre os expositores, que dão um show com suas plantas exuberantes, tecnologia e decoração, os visitantes podem adquirir mudas de orquídeas de várias espécies, além de uma série de produtos utilizados no cultivo. Todos os anos, a Feira recebe um público de mais de 200 mil pessoas de diversas partes do mundo, que vão não apenas apreciar a beleza das flores expostas, mas também realizar negócios.

No Brasil, informações mais precisas sobre o grande evento podem ser obtidas na Taiwan Trade Center do Brasil-TAITRA – E-mail: [email protected] / http://brazil.taiwantrade.com.tw / Tel: (11) 3283.1811.

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Orquidário da UFC inscreve 228 participantes na oficina de fevereiro

Oficinas de cultivo Prof. Takane
Oficinas registram um número crescente de participantes.
Oficina de cultivo Roberto Takane
Alimentos recolhidos se destinam a instituições beneficentes.

Foi um grande sucesso a Oficina de Cactos e Suculentas, que aconteceu, em duas seções, no dia 4 de fevereiro, no Orquidário da Universidade Federal do Ceará. O número de inscritos chegou a 228, tendo sido arrecadados 462 quilos de alimentos, que se destinaram, este mês, ao Lar Menino Jesus.

As oficinas, agendadas para o primeiro sábado de cada mês, no Campus do Pici, em Fortaleza, são ministradas pelo Prof. Roberto Takane, do Departamento de Fitotecnia da UFC.

O programa de março já foi anunciado. No dia 4, o tema será “Cultivo de Rosa do Deserto”, com a primeira oficina marcada para as 8:30h e a segunda para as 10:00h. Ao inscrever-se, o participante doa um litro de leite em caixa, mais um quilo de alimento não perecível. A entidade beneficiada será o Lar Três Irmãs.

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Orquídeas são venenosas para os gatos? – Isto é lorota; não acredite

Gatos e orquídeas
A gata “Chiquinha” posa diante de híbrido semialbo. (Foto: Carlos Keller)

Durante muito tempo, as orquídeas fizeram parte de um universo seleto, formado por pessoas endinheiradas, que podiam pagar muito caro por elas. Depois que se desenvolveu a técnica de cultivo in vitro, e as espécies mais apreciadas passaram a ser reproduzidas aos milhares, o preço caiu e as orquidáceas se popularizaram.

Acabou-se aquela “reserva de mercado” para os ricaços, mas persistiu a ideia de que orquídea são plantas sofisticadas, difíceis de ser cultivadas, cheias de mistérios e exigências. Não são poucas as pessoas que já me perguntaram se as elas devem ser regadas apenas com água mineral. Pacientemente, explico que não existe essa absurda necessidade. É claro que não devemos regá-las com água poluída ou excessivamente clorada, mas também não é o caso de buscar saídas complicadas para algo tão simples.

Outra “lenda urbana” bastante difundida é a de que orquídeas são venenosas para os gatos. Quem teria inventado esta bobagem? Busquei respostas na internet e descobri que o boato corre o planeta. Sites europeus e norte-americanos comentam o tema, evidentemente, desmentindo a absurda fofoca.

Os felinos são carnívoros, todos nós sabemos. Mas, instintivamente, por vezes eles mastigam um vegetal. Segundo o site francês ToutMini.info, isto os ajuda a digerir, ou expelir, as bolas de pelo que se formam em seu sistema digestivo. Então, pode acontecer de o gato vomitar, depois de “lanchar” uma ponta da folha daquela Cattleya que você cultiva com tanto cuidado. Nada grave para o bichano, embora o resultado seja trágico para a estética da planta.

Até aqui, estamos falando de orquídeas, que NÃO são plantas tóxicas. A situação será bem diferente se o gato, ao invés de mascar uma Laelia ou um Epidendrum, resolver degustar uma dessas plantas realmente tóxicas tão encontradiças em nossos jardins e apartamentos. A título de alerta, transcrevo, ao final, pequena relação de espécies comumente cultivadas por nós e das quais muitos ignoram os malefícios que podem provocar no caso de ingestão (seja por animais domésticos, seja por humanos).

Para concluir, uma dica: você pretende que seu gatinho satisfaça aqueles estranhos desejos vegetarianos sem sofrer danos? Pois saiba que já existe à venda, em lojas de produtos para animais, bandejas com sementes de capim especial para gatos. É só regar e deixar crescer. Eles comem, se divertem…e não há sequelas. Quem sabe, até deixem suas orquídeas em paz. Aliás, o alpiste também pode ser plantado com esse fim.

Segue-se relação de algumas plantas tóxicas com as quais convivemos no dia-a-dia:

  • Antúrio (Anthurium)
  • Avelós (Euphorbia tirucalli)
  • Avenca (Adiantum capillus-veneris)
  • Azaleia (Azalea )
  • Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima)
  • Comigo-ninguém-pode (Diffenbachia)
  • Copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica)
  • Coroa-de-Cristo (Euphorbia milii)
  • Espada-de-São-Jorge (Sansevieria trifasciata)
  • Espirradeira (Nerium oleander)
  • Lírio e Lírio-da-paz (Lilium sp e Spathiphyllum wallisii)
  • Mamona (Ricinus communis)
  • Tinhorão (Caladium bicolor)
  • Violeta (Viola odorata)

Prof. Italo Gurgel, da Associação Cearense de Orquidófilos-ACEO

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ACEO: primeira reunião informal do ano foi um sucesso

ACEO, reunião informal
Os sorteios e bingos foram realizados à sombra dos cajueiros.

A Associação Cearense de Orquidófilos realizou, no último sábado, 28 de janeiro, sua primeira reunião informal de 2017, que aconteceu no sítio do casal Italo Gurgel e Tereza Neuma, no Eusébio, região metropolitana de Fortaleza. Com uma profusão de brindes, todos os participantes saíram com alguma planta conquistada em bingos e sorteios, além de outros regalos oferecidos pela ACEO e por alguns associados.

C. labiata var. rosada ‘Donana’, florida na ocasião.

Na ocasião, também foram comercializadas plantas, defensivos e variados implementos do interesse dos orquidófilos. Outra atração do encontro foi a visita ao orquidário do Prof. Italo, onde um grande número de orquídeas – principalmente Cattleya labiata – estavam abertas, o que motivou dezenas de selfies diante das rubras, semialbas, tipo e amesianas. Os associados mais experientes ainda tiveram ocasião de partilhar conhecimentos com aqueles recém-chegados ao mundo das orquídeas.

C. labiata var. rubra ‘Pacoti’, também aberta no sábado.

No intervalo dos sorteios, a presidente Juliana Coelho colocou em discussão, rapidamente, temas do interesse da Associação. Arrematando o programa, uma larga mesa oferecia bolos de diversas espécies, torta salgada, pães variados, sanduíches, patês, queijos, além de refrigerantes, água mineral e meia dúzia de sucos diferentes. Complementando o capítulo gastronômico, os visitantes incursionaram sob as mangueiras, em plena safra, deliciando-se com os doces frutos.

Ao longo de toda a manhã, cerca de 40 membros da ACEO, alguns deles acompanhados de familiares, passaram pelo local, alimentando o permanente clima de confraternização. Todos se revelaram ansiosos para que se programe um novo encontro semelhante.

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Associação Portuguesa convida para sua 9ª Exposição/Venda Internacional

Orquídeas Portugal
Dendrobium premiado na 7ª Exposição do Porto. (Foto: APO)

Se você pretende visitar Portugal na primavera, coloque em sua agenda a Exposição/Venda Internacional de Orquídeas do Porto, que chega este ano a sua oitava edição. A grande mostra, reunindo orquidários de vários países, acontecerá entre os dias 31 de março e 2 de abril, no Exponor (Leça da Palmeira – Matosinhos).

Para Graziela Meister, presidente da Associação Portuguesa de Orquidofilia (APO), a exposição se fortalece a cada ano, atraindo, sempre, milhares de pessoas que amam as orquídeas e as flores em geral. Como existem muitas dúvidas e desinformação relacionadas às orquidáceas, a APO realizará, paralelamente, uma série de palestras abertas ao público.

A edição deste ano contará com a presença de 11 expositores/vendedores portugueses e 10 estrangeiros (Alemanha, Brasil [2], Equador, Espanha, Peru e Taiwan [4]). Também estarão representados no Exponor diversos projetos e organizações que trabalham na área da botânica.

PARA PARTICIPAR

Os cultivadores que desejam levar plantas para expor devem atentar para as seguintes datas: as orquídeas serão recebidas nos dias 29 (entre 10:00h e 18:00h) e 30 de março (de 10:00h às 16:00h). Elas devem estar identificadas, sem etiquetas numéricas ou o nome do cultivador. Na ocasião, o colecionador receberá uma ficha a ser preenchida com um breve descritivo das orquídeas que entregou. A apresentação dessa ficha será necessária no momento de recolher as plantas, no dia 2 de abril, após as 19:00h.

As plantas expostas serão avaliadas por um júri experiente e internacionalmente reconhecido, formado por Luís Pedrosa, Carlos Espejo, Alex Portilla e Manolo Areas. Os exemplares premiados serão distinguidos com troféus a serem entregues durante jantar de confraternização marcado para as 20:00h do dia 31 de março.

A mostra estará abertas, nos três dias, entre 10:00h e 19:00h. Será cobrado ingresso no valor de três euros, mas a entrada é gratuita para os associados da APO que estiverem com suas quotas em dia.

Para mais informações, entre em contato com a APO: [email protected]

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Orquidário da UFC convida para sua primeira oficina de cultivo de 2017

O Orquidário da Universidade Federal do Ceará realiza, no próximo sábado, dia 14, seu primeiro evento oficial do ano novo: duas oficinas sobre plantas ornamentais que podem ser cultivadas em ambiente interno, ambas a cargo do Prof. Roberto Jun Takane. A primeira acontece às 8:30h; a segunda, às 10:00h. Para inscrever-se, o participante doa dois quilos de alimentos não perecíveis. O material arrecadado se destinará, este mês, ao Lar Torres de Melo.

O Orquidário fica no Campus do Pici, em Fortaleza, com entrada pela Rua Humberto Monte. O estacionamento é amplo e gratuito. Para obter mais informações, os endereços de contato são: [email protected] ou [email protected]

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Floração da Cattleya labiata Lindl., em orquidário do Ceará, no ano de 2016

Floração da Cattleya labiata

2016 foi um ano atípico (também) em meu orquidário, instalado na cidade de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. O local é um tabuleiro arenoso, a 25m do nível do mar e a 15 km da costa em linha reta. Ventos constantes, temperatura média anual de 23 a 32 graus, e umidade relativa média de 78,8%.

Se, por um lado, o Sertão cearense sofreu com o quinto ano consecutivo de seca, no litoral choveu bastante, no ano que passou. Em abril, uma precipitação de 150 mm, no Eusébio, causou grandes estragos no orquidário, o que me convenceu a mudar sua localização. A estrutura, que ficava na margem de um riacho, foi desfeita e reerguida a curta distância, porém em local mais alto e seguro. Durante os 15 dias da mudança, as plantas ficaram amontoadas e padeceram com a precariedade de sua moradia temporária. Houve perdas importantes.

Tsunami no orquidário: aqui ficavam os vasos com as orquídeas terrestres.

Apesar do triste episódio, o registro das florações, que faço religiosamente, há vários anos, manteve padrão semelhante ao dos anos anteriores, com uma curva ascendente, que começa em novembro; um pico em fevereiro; e uma curva descendente, com oscilações, que atinge os limites mínimos entre o segundo e o terceiro trimestres. Jamais se passou um único mês sem que houvesse labiatas floridas.

Minha coleção de C. labiata Lindl. está hoje com 170 plantas adultas, das quais 123 lançaram flores em 2016, totalizando 183 florações. O gráfico revela esse desempenho, mês a mês, traduzindo os seguintes números:

  • Janeiro – 22 (12,02%)
  • Fevereiro – 55 (30,05%)
  • Março – 20 (10,93%)
  • Abril – 14 (7,65%)
  • Maio – 6 (3,28%)
  • Junho – 5 (2,73%)
  • Julho – 11 (6,02%)
  • Agosto – 5 (2,73%)
  • Setembro – 10 (5,46%)
  • Outubro – 2 (1,09%)
  • Novembro – 13 (7,10%)
  • Dezembro – 20 (10,93%)

Prof. Italo Gurgel (jornalista, membro da Associação Cearense de Orquidófilos-ACEO)

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