Na reunião de outubro, um rico exame de temas da Orquidofilia

Cattleya lueddemanniana.

A Associação Cearense de Orquidófilos (ACEO) realizou neste sábado, 18/10, sua reunião do mês de outubro. De início, a partir das plantas floridas levadas ao encontro pelo associado Alexandre Araújo – uma Cattleya lueddemaniana e uma Fredclarkeara After Dark – foi desenvolvido um proveitoso bate-papo sobre os dois espécimes.

Fredclarkeara After Dark.

A propósito da lueddemaniana, Alexandre destacou a facilidade do seu cultivo. Segundo ele, em seu orquidário, essa espécie venezuelana registra sucessivas florações, revelando-se tão florífera e tão fácil de cultivar quanto a nordestina Cattleya labiata, Flor Símbolo do Ceará. Quanto à Fredclarkeara, o Prof. Ítalo Gurgel ressaltou particularidades desse híbrido complexo – para alguns, a “orquídea negra” – agregando algumas observações sobre a questão da rega das catasetíneas.

Num segundo momento da reunião, Ítalo apresentou fotos do Cyrtopodium flavum Link & Otto ex Rchb.f. obtidas, no ambiente natural, pelo ambientalista e fotógrafo Leonardo Jales e transmitidas à ACEO pelo orquidólogo Marcelo Carvalho. Segundo o Reflora, essa espécie “ocorre apenas no Brasil, no Domínio Fitogeográfico da Mata Atlântica,distribuindo-se por todos os estados litorâneos, do Ceará até o Rio Grande do Sul. Cresce em terrenos bem drenados, na região litorânea, geralmente sobre areia, em vegetação de restinga ou, menos frequentemente, como rupícola, em afloramentos rochosos. Em algumas regiões, penetra para o interior, como na Chapada Diamantina na Bahia.”

Cyrtopodium flavum Link & Otto ex Rchb.f. (Foto: Leonardo Jales)

O Prof. Ítalo ainda traçou um paralelo entre o cultivo de orquídeas e os cuidados médicos. A propósito, disse ele: “Cultivar orquídea é um ato de contemplação e de escuta silenciosa. Exige observação constante, paciência com os ciclos, respeito às particularidades de cada espécie e atenção ao ambiente, verificando as condições de luz, umidade, temperatura e substrato. Essa atitude transposta ao contexto da Medicina, simboliza uma forma de estar com o paciente: não de dominar, mas de acompanhar o processo vital.”

Como de hábito, no encerramento, houve o sorteio de plantas entre os associados (nenhum dos presentes saiu sem uma orquídea). Por fim, na tradicional “hora da merenda”, foi servido bolo e suco de frutas.

Esteve presente à reunião a Profª Cristiane Moreira Reis, que veio receber, da ACEO, um pequeno lote de plantas destinadas ao orquidário do Colégio Militar de Fortaleza, onde se vinculada à área de Ciências Biológicas. Ela e seu esposo, ambos professores, também contribuíram no enriquecimento de temas discutidos durante a reunião.

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