Lou Menezes propõe educação ambiental para salvar as orquídeas

Lou Menezes, ao participar de evento na ACEO, em 2011
Lou Menezes já participou de várias edições do FestOrquídeas.

“As associações orquidófilas devem implantar programas de educação ambiental, alertando os amantes de orquídeas a não contribuírem com o comércio ilegal, comprando plantas retiradas das matas”. O alerta é dado pela engenheira florestal Lou Menezes, do IBAMA, em entrevista à TV Senado.

Grande pesquisadora das orquídeas brasileiras e autora de diversos livros sobre esse tema, Lou Menezes já participou, em várias ocasiões, das exposições anuais promovidas pela Associação Cearense de Orquidófilos (ACEO). Nesses eventos, que atraem milhares de pessoas, a ACEO proibe, terminantemente, a comercialização de orquídeas retiradas do ambiente natural. A venda é feita, unicamente, por orquidários comerciais, que trabalham com plantas reproduzidas (legalmente) em laboratório.

Lou considera “um grande absurdo” o comércio ilegal. Segundo ela, o próprio colecionador orquidófilo é, potencialmente, um depredador. “Ele fica tão fascinado, que perde a noção do que é correto. Não se deve, em hipótese alguma, adquirir plantas de mateiros”, salienta a pesquisadora, admitindo que “isso é um processo lento de educação ambiental, mas que tem que ser implantado pelas comunidades orquidófilas”.

Lou destaca que as orquídeas terrestres são ainda mais ameaçadas que as epífitas. Ela sugere que os orquidófilos procurem, cada vez mais, reproduzir suas plantas, como meio de salvar as inúmeras espécies ameaçadas de extinção.

O vídeo com a matéria completa da TV Senado está no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=dJH2aOpGySc

Orquídeas: quem ama, fotografa (17)

Ariel Molinari, residente em Curitiba, é médico ginecologista e obstetra, formado em 1964 pela Universidade Federal do Paraná. Hoje, aposentado, dedica-se, com extraordinário sucesso, ao cultivo de orquídeas. As imagens daqueles clones perfeitos, que ao longo dos anos foram sendo aprimorados em seu orquidário, ele as compartilha, com os amantes das orquidáceas, no Facebook e nas listas de discussão, como a do Yahoogrupos. As fotos quase sempre são feitas sobre fundo esverdeado e fora de foco, o que realça a beleza das flores em primeiro plano.

A Cattleya labiata é, confessadamente, a flor preferida do Dr. Molinari: “Tirante algumas poucas intermedias, purpuratas e anceps, pode-se dizer que sou um amante exclusivo das labiatas”. É nelas que o médico-orquidófilo concentra seus cuidados, paciência e apurada técnica, procurando selecionar a flor perfeita. “Ainda procuro uma caerulea do meu agrado. Quem sabe, algum dia chego lá!”, comenta. O grau de perfeição a que já chegaram os clones por ele selecionados é perfeitamente visível na coleção de fotos que se segue e que contempla diferentes variedades da “Rainha do Nordeste”, todas batizadas com sugestivos nomes clonais.

Cattleya labiata alba 'Angelina'
Cattleya labiata alba ‘Angelina’
Cattleya labiata alba 'Dr. Sérgio'
Cattleya labiata alba ‘Dr. Sérgio’
Cattleya labiata pincelada 'Meu Encanto'
Cattleya labiata pincelada ‘Meu Encanto’
Cattleya labiata rosada 'Sonho Meu'
Cattleya labiata rosada ‘Sonho Meu’
Cattleya labiata rubra 'Malícia'
Cattleya labiata rubra ‘Malícia’
Cattleya labiata semialba 'Eclipse'
Cattleya labiata semialba ‘Eclipse’
Cattleya labiata tipo 'Abusada'
Cattleya labiata tipo ‘Abusada’
Cattleya labiata tipo 'Cara Branca'
Cattleya labiata tipo ‘Cara Branca’
Cattleya labiata tipo 'do Lauck'
Cattleya labiata tipo ‘do Lauck’
Cattleya labiata tipo 'Mistério'
Cattleya labiata tipo ‘Mistério’

Você já pode inscrever-se para a WOC-2017, no Equador

Cartaz - WOC 2017Está agendada para o período de 8 a 12 de novembro de 2017 a 22ª World Orchid Conference -WOC, a se realizar na cidade de Guayaquil, Equador. Interessados em participar já podem inscrever-se, beneficiando-se com o valor das taxas, que será reajustado na medida em que se aproximar a data do evento.

A WOC se celebra a cada três anos, desde 1954, com o fim de propiciar um grande encontro da comunidade mundial de orquidófilos e orquidólogos. A próxima conferência terá um cenário privilegiado – a bela cidade de Guayaquil, que se prepara para receber calorosamente os participantes, honrando a alcunha de País das Orquídeas, recentemente conferida ao Equador.

De fato, nas montanhas e florestas equatorianas, são encontradas quatro das cinco subfamílias de orquidáceas existentes no planeta, das quais 1.714 são espécies endêmicas. Outras 400 estão em processo de estudo e descrição. O país tem a maior diversidade por metro quadrado e quase 20% de sua superfície é composto de áreas protegidas.

A CIDADE – Guayaquil, situada na costa do Pacífico, é a maior cidade do Equador e seu principal porto. Conta com aeroporto internacional, um dos melhores em sua categoria na América do Sul, com voos diários das principais companhias aéreas de todo o mundo. Os visitantes podem alojar-se em um dos muitos hotéis internacionais e desfrutar de ampla gama de atividades, como visitas ao jardim botânico, museus, monumentos históricos, centros comerciais, praias e cidades próximas. Há também uma variada rede de restaurantes. Um detalhe: o Equador utiliza o dólar norte-americano como moeda.

INSCRIÇÕES – Quem se interessar em participar da WOC-2017, pode acessar o website do encontro (www.woc22.com), onde encontrará a ficha de inscrição, além de outras informações sobre a Conferência e seu maravilhoso cenário.

Circula novo número de “Lusorquídeas”

Lusorquídeas - Vol VII - CapaAcaba de chegar mais um exemplar do “Lusorquídeas” para a biblioteca da Associação Cearense de Orquidófilos-ACEO. O boletim oficial da Associação Portuguesa de Orquidofilia-APO circula em seu Volume VII, Nº 03, trazendo variados temas do mundo das orquídeas, a começar por um artigo de Graziela Meister sobre o gênero Encyclia. Uma bela Encyclia cordigera, cultivada e fotografada por Américo Pereira, ilustra a capa.

Incluem-se, ainda, nesta edição, editorial de Ana Maria Rodrigues; mensagem de Graziela Meister, como presidente da APO; entrevista com Taina Saura Monteiro, que conversou com José Costa; duas fichas de cultivo – do Anoectochilus e da Arundina – elaboradas por José Costa; artigo de Pekka Ranta sobre o uso (indevido) de areia em vasos de epífitas; a “Lenda de Anan”, sobre o surgimento da primeira orquídea, contada por Jaime Vieira; artigo de Rúben Velasquez sobre a Ophrys apifera (ou Ophrys almarensis); artigo de Italo Gurgel, diretor de Comunicação da ACEO, sobre a formação do nome das orquídeas; além de informes diversos, indicação de leituras e um “Espaço do Associado”.

Contatos com a editora Ana Maria Rodrigues podem ser feitos pelo endereço: revista.apo@gmail.com

“Boletim ACEO” chega ao número 50

Boletim 50 AO Boletim ACEO, editado pela Associação Cearense de Orquidófilos, está circulando em sua 50ª edição, que foi distribuída, entre os associados, na reunião ordinária deste mês. O nº 01 da publicação saiu em 21 de abril de 2007, quando a ACEO estava ressurgindo, após vários anos de inatividade. Sua coleção completa representa um registro fiel do que aconteceu de mais importante, na entidade, nesses oito anos.

O boletim, que desde o início, está sob a responsabilidade do jornalista Italo Gurgel, atual diretor de Comunicação da entidade, publica notícias sobre as principais atividades da ACEO e de outras entidades orquidófilas de todo o País, assim como entrevistas com os mais destacados orquidófilos do Ceará e do Brasil.

Na primeira edição, o editor informava: “O Boletim ACEO se propõe ser um guardião da memória do movimento orquidófilo no Ceará. Aqui se procurará resgatar informações de todo tipo que, isoladamente, constituem pedaços de uma história de 30 anos, que precisa ser preservada, até mesmo como estímulo às novas gerações de cultivadores cearenses”.

Fundada em 1977, a ACEO já soma, hoje, 38 anos de história.

ACEO fecha o ano de 2015 com festa de confraternização

Phalaenopsis para os que "vestiram a camisa" da ACEO no FestOrquídeas
Phalaenopsis para os que “vestiram a camisa” da ACEO no 9º FestOrquídeas

A reunião de sábado passado, dia 19, terminou com uma festiva confraternização entre os membros da Associação Cearense de Orquidófilos. Após a apresentação de um “quiz”, que colocou em questão diversos temas ligados ao cultivo de orquídeas, realizou-se um ato natalino, seguindo-se o sorteio de numerosos brindes entre os presentes.

Um lote especial de vasos de Phalaenopsis estava reservado para os membros da Associação que colaboraram, de alguma forma, para o êxito do 9º FestOrquídeas de Fortaleza. Ao final, o presidente da ACEO, Thomaz Sidrin, desejou Feliz Natal a seus companheiros, agradeceu a colaboração dos associados e convidou a todos para um envolvimento cada vez maior na vida da entidade.

Lembrete oportuno: em janeiro, não haverá a reunião ordinária da Associação, que estará em recesso. Portanto, o próximo encontro da ACEO deverá acontecer somente no dia 20 de fevereiro de 2016.

Em tempo de orquídeas, a cidade do Porto fica ainda mais bela

Exposição Orquídeas do PortoÉ hora de agendar uma viagem ao Porto, cidade portuguesa que apaixona à primeira vista. Programe-se, pois, para o mês de março, quando terá lugar, nos dias 11, 12 e 13, a 7ª Exposição/Venda Internacional de Orquídeas do Porto, uma realização da Associação Portuguesa de Orquidofilia-APO. O evento acontecerá no parque de exposições da EXPONOR, ocupando a entrada principal e o hall galeria 6, parque de estacionamento B. Informações mais detalhadas podem ser obtidas pelo fone 22 998 1400. (A partir do Brasil, anteceder com: 00 + operadora + 351.)

Depois de visitar e encantar-se com a mostra de orquídeas, que costuma receber expositores de vários países, será hora de conhecer melhor a cidade, tão bela quanto hospitaleira. Uma pitada de História: no Século XIX, o Porto ganhou o apelido de Cidade Invicta, por ter apoiado heroicamente D. Pedro IV (o mesmo D. Pedro I do Brasil) na luta contra os absolutistas. O Monarca é homenageado com estátua na praça principal.

Porto vista a partir de Vila Nova de Gaia. (Foto: I. Gurgel)
Porto vista a partir de Vila Nova de Gaia (Foto: Italo Gurgel).

Hoje, a cidade, classificada como Patrimônio Mundial pela Unesco, tem uma das mais belas paisagens urbanas da Europa, com o casario histórico debruçado sobre as colinas do rio Douro. Esta é também uma das capitais mundiais do vinho, tendo dado nome a um dos mais famosos vinhos do planeta, o aromático vinho do Porto. Em seu roteiro, para o próximo mês de março, não esqueça de incluir um passeio pelos vinhedos da região e uma visita às caves de vinho, que ficam em Vila Nova de Gaia, do outro lado do rio.