Grammatophyllum: um gigante asiático conquista o Brasil

Na 4ª Bienal de Orquídeas do Nordeste, que aconteceu na Capital cearense, entre os dias 2 e 4 de fevereiro, paralelamente ao 11º FestOrquídeas de Fortaleza, chamou a atenção do público uma grande touceira de Grammatophyllum scriptum, trazida de Natal pelo orquidófilo Gerson Paiva. A planta, fotografada alguns milhares de vezes pelos visitantes da exposição, terminaria conquistando o prêmio de Melhor Cultivo, atribuído pelo Juri oficial, e o troféu do Voto Popular. Encerrada a mostra, ela retornaria ao Rio Grande do Norte, mas os ecos de sua passagem por Fortaleza ainda se ouvem. Muita gente passou a se interessar pelo magnífico gênero de orquidácea, alimentando o sonho de um dia ter em seu orquidário uma planta com aquele porte agigantado e inusitada beleza.

QUE PLANTA É ESSA? – Grammatophyllum é um gênero de 13 espécies de orquídeas atualmente conhecidas. O nome deriva das palavras gregas gramma (linha ou marca) e phyllon (folha). Como epífita, ocorre em densas florestas da Índia, Indonésia, Filipinas, Nova Guiné e outras ilhas do Pacífico Sudoeste. As flores, em grande número, são esverdeadas ou amarelas, com marcas de cor vermelho-escuro. O maior Grammatophyllum é o da espécie speciosum, que, na verdade, se acredita ser a maior orquidácea do todos os continentes. No Guinness Book of Word Records, ela é apresentada como recordista, registrando-se um espécime cujas hastes atingiram 7,62 metros de altura. Outro espetáculo é propiciado por suas raízes, que mostram feixes espetaculares. Já o Grammatophyllum multiflorum pode manter-se florido por até nove meses.

GRAMMATOPHYLLUM NO BRASIL – Registros feitos pelos mais experientes e criteriosos orquidófilos brasileiros dão conta da excelente adaptação desse gênero em nosso País. O melhor exemplo é o Grammatophyllum speciosum presenteado, ainda pequeno, à engenheira florestal Lou Menezes, pelo colecionador pernambucano Odilon Cunha. Nas mãos de Lou, que na época dirigia o Orquidário Nacional do Ibama, em Brasília, a planta agigantou-se, revelando não apenas o acerto nos cuidados que lhe foram dispensados, como também sua perfeita adaptação às condições climáticas em nosso país. Hoje, Lou Menezes mantém a planta como um  verdadeiro troféu.

Todas as fotos que ilustram este texto são do extraordinário Grammatophyllum speciosum cultivado, em Brasília, por Lou Menezes. Na foto ao lado, imagem da primeira floração, que aconteceu cerca de quatro anos atrás. Já nessa ocasião, o Grammatophyllum surpreendeu pelo tamanho das hastes florais, que se projetam elegantemente para o alto, emprestando à touceira um porte majestoso. Não se conhece nenhuma outra planta desse gênero, cultivada em condições semelhantes, no Brasil, e que revele tal desempenho.

Um registro necessário: durante anos, Lou Menezes conduziu, no Orquidário do Ibama, o Projeto Orquídeas do Brasil. Seu trabalho exitoso lhe rendeu prêmios, credibilidade e reconhecimento no País e no exterior. Diversos livros foram publicados, divulgando nossas orquídeas e reforçando a luta para preservar nossa flora de orquídeas. Em 2015, o Orquidário foi derrubado, com o que se desmontou, também, todo esse trabalho. A preciosa coleção que ali era mantida teve que ser salva, às pressas, em meio à revolta do mundo orquidófilo. Ficaram as fotos.

A beleza da Laelia purpurata nas grandes exposições da Região Sul

Texto e fotos de Ernani Baier, da Associação Santa-cruzense de Orquidófilos

Para este artigo, a ser compartilhado com orquidófilos de todo o País, mantivemos a nomenclatura popularmente aceita de Laelia purpurata. Esta planta é endêmica do Sul e Sudeste do Brasil, sendo muito cultivada em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Nos estados do Sul, temos, principalmente, exposições de Cattleya labiata (entre março e abril), Cattleya intermedia (entre agosto e outubro), Laelia purpurata (entre novembro e D[dezembro), e Cattleya leopoldii (entre dezembro e janeiro).

Em termos de eventos relacionados à Laelia purpurata, em Santa Catarina, cabe mencionar a Exposição de Joinville (na nossa opinião, uma das mais bonitas do Brasil), a Exposição de Brusque (geralmente com plantas muito boas), bem como as exposições de Florianópolis e Orleans, entre outras.

No Rio Grande do Sul, destaca-se a exposição de Venâncio Aires/Mato Leitão, que ocorre de forma rotativa entre as duas cidades, sendo que, em 2017, ocorreu em Venâncio Aires.

Na sequência, temos uma série de fotos de L. purpurata presentes em Joinville e na Exposição Estadual de Venâncio Aires.

No Recife e em Aracaju, um final de semana adornado com muitas orquídeas

A Associação Orquidófila de Pernambuco (ASSOPE) promove, entre os dias 8 e 11 de março, sua 42ª Exposição de Orquídeas, com uma programação que inclui, além da mostra, a venda de plantas, oficinas de plantio e palestras. O evento acontecerá na sede da entidade – rua dos Palmares, 831, bairro de Santo Amaro, no Recife/PE. Entrada gratuita. No local, serão arrecadados gêneros alimentícios, que se destinam à ONG Comunidade Deus e Nossa Senhora.

A programação começa, no dia 8, quinta-feira, com o recebimento de plantas para a exposição. Também a venda de flores se inicia nessa data – o Dia da Mulher. Na sexta-feira pela manhã, prossegue o recebimento de plantas, estando o julgamento previsto para as 15:00h e a abertura da exposição, às 19:00h.

No sábado, com início às 10:00h, haverá mesa-redonda coordenada pelo biólogo Carlos Jorge e inspirada no tema “A Cattleya labiata e suas características”. Participam Roberto Brito, Carlos Eduardo e Manoel Ximenes. Complementam o programa do final de semana as oficinas de cultivo (de orquídeas e de rosa do deserto). O encerramento está marcado para as 18:00h do domingo.

Outras informações sobre o grande evento podem ser obtidas pelos fones: (81) 3222.3982 – 98755.8001 e 99999.1390. Visite o site da Associação pernambucana: www.assope.com.br

FESTA DAS ORQUÍDEAS EM ARACAJU – Também na Capital sergipana, o fim de semana será especial, com a realização da 1ª Exposição da OASE – Orquidófilos Associados de Sergipe. O evento irá de 9 a 11 de março, no Museu da Gente Sergipana Governador Marcelo Deda. Estão previstos sorteios e oficinas de cultivo e de Kokedama, além da presença de um “Pronto Socorro de Orquídeas”.

Atenção para os horários de visitação:

  • Dia 9 – de 14:00h às 18:00h
  • Dia 10 – de 10:00h às 19:00h
  • Dia 11 – de 10:00h às 16:00

O orquidário Orchidcastle estará presente, comercializando dezenas de espécies e híbridos.

Informações: (79) 99999.9219 e 99979.2096. E-mail: oase.sergipe@gmail.com

Delegação da SORN presta contas de sua missão na Bienal/FestOrquídeas

Wania Barbosa, diretora de Comunicação da SORN, entrega ao presidente Severino Medeiros um “souvenir” da ACEO.

A Associação Orquidófila do Rio Grande do Norte (SORN) realizou no último sábado, dia 24, sua reunião mensal, ocasião em que a delegação que participou da 4ª Bienal de Orquídeas do Nordeste e 11º FestOrquídeas de Fortaleza prestou contas de sua missão no evento.

Os embaixadores da SORN foram extremamente participativos, colaboraram em diversas atividades, conquistaram prêmios e deixaram, como mais uma marca de sua passagem pela exposição, a simpatia. O Prof. Clementino Câmara Neto, vice-presidente da entidade norte-riograndense, ofereceu, no segundo dia do evento, uma oficina sobre “Cultivo de orquídeas com algas marinhas recicladas”. Em todas as ocasiões, o grupo natalense encarnou o verdadeiro espírito do movimento orquidófilo nordestino, que investe na integração e numa profícua colaboração entre as entidades que atuam na região.

Na reunião de sábado, os sorneanos que marcaram presença em Fortaleza fizeram um relato extremamente positivo da Bienal/FestOrquídeas e entregaram as camisetas, certificados e troféus aos que não puderam comparecer. Em contato com a Associação Cearense de Orquidófilos (ACEO), a diretora de Comunicação, Wania Barbosa, relatou: “Concluído o nosso relatório, agradecemos a Deus por tudo o que vivemos em Fortaleza, ao lado de vocês. Foi tudo tão perfeito! Estamos morrendo de saudades de tudo e de todos.”

A festa dos híbridos: uma seleção das mais belas flores levadas à Bienal/FestOrquídeas

Os híbridos também fizeram sucesso na 4ª Bienal de Orquídeas do Nordeste / 11º FestOrquídeas de Fortaleza. A Associação Cearense de Orquidófilos (ACEO) destina um troféu para essa categoria, que, este ano, premiou cultivadores de três estados: Sérgio Rangel, de Recife/PE, conquistou o primeiro lugar com uma  Vanda Dr. Anek x Vanda Sanderiana; Gerson Paiva, de Natal/RN, ficou com o segundo lugar, apresentando uma Blc. Alma Kee; e Antonio Adailson, de Fortaleza/CE, apresentou uma Blc. Cruzeiro do Sul, que lhe rendeu o terceiro lugar. Segue-se seleção de fotos dos mais belos híbridos exibidos na Bienal/FestOrquídeas:

“ABC do orquidófilo” foi autografado ao longo de toda a Bienal / FestOrquídeas

Durante os três dias da 4ª Bienal de Orquídeas do Nordeste, que aconteceu entre 2 e 4 de fevereiro, paralelamente ao 11º FestOrquídeas de Fortaleza, o público visitante teve ocasião de conhecer e adquirir o “ABC do orquidófilo – de uma, várias ou muitas orquídeas”, livro essencial na cabeceira de todo cultivador de orquídeas. O autor, Prof. René Rocha, esteve presente ao evento, tendo oferecido grande contribuição, ao participar da Comissão Julgadora e da mesa redonda realizada, no segundo dia da exposição, para discutir questões ligadas ao cultivo e classificação da Cattleya labiata.

O “ABC do orquidófilo” está em sua segunda edição, revisada e atualizada, após ter tido sucessivas reimpressões. Com 424 páginas, traz 64 pranchas coloridas, com cerca de 400 fotos de orquídeas, além de dezenas de ilustrações em preto e branco. Para complementar o livro, nesse aspecto, o autor criou um Compact Disc, onde reproduz centenas de imagens das mais variadas espécies de orquidáceas. O CD é parte integrante da obra e não pode ser vendido separadamente.

René Rocha produziu essa obra, pacientemente, após mais de 30 anos de estudos e prática no cultivo de orquídeas. Nas páginas do “ABC”, ele colocou conhecimentos, comentários e experiências aplicáveis e de fácil alcance para qualquer iniciante. O trabalho também é essencial para aqueles cultivadores mais experientes, no momento em que surgem dúvidas sobre a ortografia e pronúncia, a origem desta ou daquela espécie, ou mesmo sobre as práticas de cultivo indicadas para uma nova planta que chegou a suas mãos.

Contatos com o autor podem ser feitos através do e-mail: renerocha@ip3.com.br ou renerocha01@hotmail.com / – Tel. (35) 9135.2992. – Para informações complementares, visite a página: www.abcdoorquidofilo.com.br

Comissão de alto nível julgou as plantas exibidas na Bienal / FestOrquídeas

Marcelo, René e Welington, na grande tenda da exposição.

A Associação Cearense de Orquidófilos faz questão de que, em suas exposições, a Comissão Julgadora seja formada por especialistas vindos de outros Estados. Essa norma saudável prevaleceu, mais uma vez, na 4ª Bienal de Orquídeas do Nordeste e 11º FestOrquídeas de Fortaleza (de 2 a 4 de fevereiro/2018), quando atuaram como juízes três destacadas personalidades do mundo orquidófilo brasileiro: Welington José Fernandes, presidente da Coordenadoria das Associações Orquidófilas do Brasil (CAOB); Prof. René Rocha, autor do livro “ABC do Orquidófilo”; e Marcelo Vieira Nascimento, botânico e geólogo, ex-presidente da Federação Orquidófila de Santa Catarina. O grupo foi secretariado por Marcelo Carvalho, da ACEO (sem direito a voto).

A Associação Cearense de Orquidófilos confere prêmios em sete categorias:

  • Grupo A – Melhor Espécie Brasileira
  • Grupo B – Melhor Espécie Estrangeira
  • Grupo C – Melhor Cattleya labiata (Troféu Waldir Lima Leite)
  • Grupo D – Melhor híbrido
  • Grupo E – Melhor Espécie Botânica
  • Grupo F – Melhor Cultivo – Mérito Horticultural (Troféu Prof. Pedro Ivo Braga)
  • Melhor Planta da Exposição, escolhida através do voto popular (Troféu Gerardo Carvalho)

No total, 19 prêmios são distribuídos. Em cada um dos seis primeiros grupos, três plantas são premiadas, mas somente o primeiro lugar vai para o pódio. Já com relação ao Troféu Gerardo Carvalho, apenas a mais votada recebe prêmio.

Sérgio compareceu cinco vezes ao pódio para receber merecidas premiações. Aqui, com Stella Papini, da ACEO.

Este ano, o orquidófilo Sérgio Rangel, membro da Associação Orquidófila de Pernambuco (ASSOPE), se destacou pela qualidade das flores que trouxe para a exposição, tendo conquistado nada menos que cinco prêmios:

  • 1º lugar na categoria Melhor Híbrido (Vanda Dr. Anek x Vanda sanderiana);
  • 2º lugar na categoria Melhor Espécie Botânica (Gomesa radicans);
  • 2º e 3º lugares na categoria Mérito Cultural (Bc. Maikai Mayumi  e Vandopsis lissochiloides)
  • 3º lugar na categoria Cattleya labiata (Cattleya labiata caerulea).

Amante e estudioso da C. labiata, Sérgio Rangel participou da mesa redonda que, no segundo dia da exposição, discutiu aspectos relacionados a essa bela espécie, conhecida como a “Rainha do Nordeste”.