A exposição de orquídeas era a razão do ser do 6º FestOrquídeas de Fortaleza, que aconteceu entre 23 e 25 de novembro. Apesar da insistência de alguns visitantes para adquirir os vasos expostos, as plantas não estavam ali para ser comercializadas, mas para revelar, com sua beleza e variedade, a riqueza do mundo das orquídeas.
Entretanto, a Associação Cearense de Orquidófilos-ACEO permitiu que se abrisse, no entorno da tenda principal, uma série de outros espaços, onde – aí sim – podiam ser comercializadas plantas e uma série de artigos de interesse dos orquidófilos e outros amigos da jardinagem. As fotos revelam aspectos dessa feira, que também enriqueceu o evento e atraiu grande atenção do público.
Antes da chegada do público, o bucólico cenário da exposição.Orquídeas do "Flores do Lago", o orquidário comercial convidado.O início da produção comercial de orquídeas em Fortaleza.Adenium, a "flor do deserto", sempre faz sucesso.De Natal vieram belos arranjos de mini-phalaenopsis.Bonsai, presença obrigatória em toda feira de plantas.Entre as orquídeas, um espaço para os cactos e suculentas.Alunos da UFC anunciavam, para março, a realização de simpósio.Entre os produtos da "griffe" ACEO, a Cartilha de Cultivo de Orquídeas.
Waldir (2º à direita) entrega os livros à presidente da ACEO, Vera Coelho.Orchidaceae Brasilienses: obra fundamental da orquidologia brasileira.
O orquidófilo Waldir Lima Leite, ex-Presidente da ACEO, fez importante doação à biblioteca da Associação: os dois volumes de “Orchidaceae Brasilienses”, obra de Guido Pabst e Fritz Dungs que, desde os anos setenta, quando foi publicada, se transformou em referência para todos os que estudam as orquídeas brasileiras. A entrega foi feita durante o 6º FestOrquídeas de Fortaleza, quando a ACEO comemorava os 35 anos de sua criação.
Waldir foi um dos fundadores da Associação e, posteriormente, a dirigiu por vários anos. Ele entregou os exemplares à atual presidente, Vera Coelho, ao término do ciclo de palestras do FestOrquídeas. Este ano, Waldir já havia doado importante coleção de revistas e outras obras, que estão sendo cuidadosamente classificadas pela associada Juliana Coelho, responsável pela biblioteca.
“Orchidaceae Brasilienses”, escrito em português, inglês e alemão, é resultado de 30 anos de estudos levados a cabo por Pabst e Dungs em torno de nossas orquídeas. A obra está dividida em dois volumes, publicados, respectivamente, em 1975 e 1978. No total, são 826 páginas, onde se apresenta uma pequena biografia de cada coletor e estudioso de orquídeas envolvido com as espécies brasileiras, acrescentando-se a classificação de 2.283 plantas. O livro traz ainda 285 ilustrações a cores dos segmentos florais de muitas espécies, trabalhos valiosos, de autoria de Margaret Mee e Samuel Salvado, além de 575 desenhos a bico de pena.
Com suas cores vibrantes, a Blc. Toshie Aoki anuncia a XVIII Exposição Nacional de Orquídeas de Londrina (Paraná), que acontece entre os dias 7 e 9 de dezembro. O local é a Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, na Av. Tiradentes, 43. A organização do evento anuncia para o sábado, dia 8, às 14:00h, um curso de cultivo de orquídeas, destinado a principiantes. A inscrição pode ser feita no local e data do curso, ou antecipadamente pelos endereços: donvito@77gmail.com e sebastiaobasso@yahoo.com.br
É a primeira orquídea de Francisco e Sheryda. Começa mais uma coleção.
A Associação Cearense de Orquidófilos (ACEO) entregou nessa quarta-feira, dia 28, a orquídea sorteada durante o 6º FestOrquídeas de Fortaleza. O ganhador foi o jornalista Francisco José Barbosa Ferreira, que recebeu uma Blc. Tatarown, belo híbrido de tonalidade rara, resultante do cruzamento da C. guttata com a Blc. Mem. Helen Brown. A entrega foi feita pelo secretário da ACEO, responsável pelo orquidário da Associação, Italo Gurgel.
O sorteio realizou-se no final do FestOrquídeas, dia 25, na Casa de José de Alencar, em presença de membros da diretoria da ACEO e também de várias pessoas que haviam adquirido cartelas. Ontem, Francisco José, acompanhado da esposa, Sheryda, compareceu à residência de Italo, autor da “Cartilha de Cultivo de Orquídeas”, para receber a planta. O simpático casal também ganhou um exemplar autografado da Cartilha.
Representantes do Instituto Cristo Rei recebem a doação dos cearenses.A chegada dos alimentos despertou sorrisos na instituição.
A Associação Cearense de Orquidófilos havia sugerido aos visitantes do 6º FestOrquídeas de Fortaleza que doassem um quilo de alimentos não perecíveis. O material arrecadado seria destinado ao Instituto Cristo Rei, que acolhe crianças e adolescentes em situação de risco. A resposta do público foi extremamente generosa e, durante os três dias da exposição (23, 24 e 25 de novembro), arrecadaram-se 500 quilos de alimentos.
A entrega das doações foi feita, na tarde de segunda-feira, pela presidente da ACEO, Vera Coelho, a conselheira Teresinha Gomes e Juliana Coelho, responsável pela biblioteca da Associação.
As flores são as estrelas da festa. Aqui, algumas das que “compareceram” com suas cores, perfumes e texturas, ao 6º FestOrquídeas de Fortaleza, realizado no último final de semana.
O podium reuniu as orquídeas vencedoras nas diferentes categorias.As tendas da exposição foram armadas debaixo de frondosas mangueiras.
Durante três dias – de 23 a 25 de novembro – um público incalculável desfilou pelo cenário do 6º FestOrquídeas de Fortaleza, realizado na Casa de José de Alencar, da Universidade Federal do Ceará, e promovido pela Associação Cearense de Orquidófilos-ACEO. As tendas de exposição de orquídeas e de comercialização desta e de outras plantas (devidamente separadas) acolheram desde crianças a pessoas idosas, que se deleitaram, da mesma forma, diante da beleza das flores. Graças à acessibilidade do local, era grande o número de visitantes da terceira idade e de cadeirantes. (O primeiro a entrar na tenda da exposição, tão logo aberta ao público, foi um cadeirante.)
Resultou impossível, desta vez, calcular o total de visitantes, mas alguns indicadores apontam para o sucesso: o imenso estacionamento de carros daquele espaço cultural, em diversas ocasiões, revelou-se pequeno para acolher todos os veículos; o orquidário Flores do Lago, convidado pela ACEO para participar do evento, trouxe para Fortaleza alguns milhares de orquídeas… e seu caminhão retornou vazio a Minas Gerais; a doação de alimentos (este ano destinados ao Instituto Cristo Rei) bateu todos os recordes, somando meia tonelada de produtos diversos.
O interesse da mídia foi, igualmente, extraordinário. Jornais, emissoras de rádio e de televisão dedicaram grandes espaços à cobertura do evento, ressaltando a beleza das orquídeas, sua enorme variedade, além do próprio espírito da festa, que ecoava a mensagem da preservação ambiental, chamando a atenção para a necessidade de se defenderem os diferentes ecossistemas, uma vez que todos eles são habitat de orquídeas. Registre-se, aqui, o mérito da AD2M, agência de comunicação que promoveu o link entre a imprensa local e a ACEO.
Trinta e cinco membros da Associação se envolveram diretamente – e voluntariamente – na exposição, partilhando tarefas por vezes pesadas e cansativas. A recompensa foi testemunhar a alegria e o encantamento dos visitantes diante das orquídeas. Houve quem chorasse de emoção, ao deparar-se com tantas e tão belas flores. Diante delas, as pessoas se faziam fotografar. Quando não, dirigiam a lente de suas máquinas fotográficas diretamente para as orquídeas. Com certeza, hoje, em Fortaleza, há mais alguns milhares de fotos de orquídeas enfeitando, como wallpaper, os computadores e celulares.