Lançado o volume 1 de “Orquídeas da Serra do Castelo”

A principal característica do relevo da Serra do Castelo são os vales, escavados por numerosos cursos d'água que ali nascem. (Foto: Renato X. Bolsanello)
A principal característica do relevo da Serra do Castelo são os vales, escavados por numerosos cursos d’água que ali nascem. (Foto: Renato X. Bolsanello)

Já está disponível o esperado volume I da série “Orquídeas da Serra do Castelo”, de Guy Chiron e Renato Bolsanello. São quase 400 páginas que, com a publicação dos volumes II, III e IV (já lançados anteriormente), somam cerca de 1.700, recheadas de informações sobre as espécies abordadas.

As orquídeas da Serra do Castelo - Vol. 1 - CapaO livro é ilustrado por fotografias coloridas e desenho a bico de pena, notas taxonômica e  descrição morfológica. Além da geografia, geologia e clima da região, possui um índice remissivo com chave de identificação, dando maior ênfase às orquídeas terrestres, subfamílias Vanilloideae, Orchidoideae e Spirtanthoideae. São 90 espécies distribuídas entre 26 gêneros. O livro está sendo vendido a R$ 70,00, incluindo o frete.

A Serra do Castelo, também conhecida como Serra do Espírito Santo, é uma ramificação da Mantiqueira e ocupa as áreas montanhosas centrais do Espírito Santo. Possui altitude média de 758 m, com as maiores cotas concentradas na área central da Serra. O ponto culminante é o Pico do Forno Grande, o quinto mais alto do Espírito Santo, situado no município de Castelo, com 2.039 m.

Atenção: o site da Associação Cearense de Orquidófilos (www.orquidofilos.com) apenas noticia os lançamentos editoriais. Nós não comercializamos livros. Interessados em adquirir a obra aqui anunciada devem se dirigir diretamente a Renato Bolsanello (renatoxb@hotmail.com) ou à livraria Fina Orquídea, através de um dos endereços: contato@finaorquidea.com ou livros@finaorquidea.com

No Dia da Mata Atlântica, aula sobre as orquídeas da Cantereira

Zygopetalum maxillare em simbiose com seu hospedeiro, uma samambaia-açu, na Serra da Cantareira - Fonte: httplucianozandona.blogspot.com.br
Zygopetalum maxillare em simbiose com seu hospedeiro, uma samambaia-açu, na Serra da Cantareira. Fonte: http://lucianozandona.blogspot.com.br

O Dia da Mata Atlântica será comemorado, nessa quarta-feira, 27 de maio, com uma aula demonstrativa a ser ministrada pelo biólogo Luciano Zandoná, sob o título “Orquídeas da Serra da Cantareira, maior hot spot da família Orchidaceae da Região Metropolitana de São Paulo”. O evento está agendado para as 14:00h, no auditório do Instituto Florestal (Rua Luis Carlos Gentile de Laet, 553 – Horto Florestal – São Paulo).

Durante a atividade – que é gratuita e aberta ao público – será feita a divulgação inédita de um levantamento realizado por Luciano com mais de 160 espécies, muitas delas raras e/ou ameaçadas de extinção, presentes na região do Parque Estadual Cantareira.

Pesquisadores da Unemat descobrem nova espécie de orquídea em Mato Grosso

Reproduzimos, a seguir, matéria publicada no portal da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat):

http://www.novoportal.unemat.br/?pg=noticia/9174/Pesquisadores da Unemat descobrem nova espécie de orquídea

Texto: Nataniel Zanferrari

Dichaea - Mato GrossoFoto: Coordecom/Unemat

Uma parceria entre taxonomistas da família Orchidaceae (a das orquídeas) do laboratório de Botânica do Campus de Tangará da Serra da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Instituto de Botânica de São Paulo e Universidade Federal do Paraná (UFPR) encontrou duas espécies de orquídeas com particularidades incomuns às demais já registradas para o Brasil.

Uma delas pertence ao gênero Dichaea Lindl. Esta espécie já foi confirmada como nova para a ciência e está sendo descrita. A outra se trata de uma espécie do gênero Tropidia Lindl., que foi de difícil identificação, pois não havia registro de sua ocorrência no Brasil. Sua identificação só foi possível após sequenciamento de algumas regiões de seu DNA. Esses estudos dão conta de que se trata da Tropidia polystachya (Sw.) Ames. Essa espécie já havia sido coletada nas Bahamas, nas Ilhas Cayman e em outros países da América Central; na Colômbia; no Equador, inclusive nas Ilhas Galápagos; na Flórida, Estados Unidos; no México; e na Venezuela; mas nunca no Brasil.

A intenção da equipe da professora Celice Alexandre Silva é que, assim que sejam finalizados estes estudos, os resultados sejam publicados em revistas científicas internacionais, com intuito de atingir grande parte da comunidade científica e chamar a atenção para a flora mato-grossense.

Botânica mato-grossense

O Estado de Mato Grosso vem demonstrando, através de estudos botânicos localizados, que a sua flora ainda esconde espécies pouco estudadas e até algumas nunca descritas na ciência. Por apresentar uma mistura de três biomas brasileiros (Cerrado, Pantanal e Amazônia), a flora mato-grossense torna-se uma importante ferramenta para os pesquisadores, mesmo com o Estado figurando entre os que mais desmatam no Brasil.

Do ponto de vista da taxonomia (área da ciência dedicada à identificação e classificação das espécies), o Mato Grosso permaneceu esquecido por muitos anos. A última expedição botânica importante aconteceu na década de 1940, durante a instalação das linhas telegráficas comandada pelo Marechal Cândido Rondon, época das coletas realizadas por Frederico Hoehne, quando muitas espécies novas foram descritas.

O interesse de alguns taxonomistas de retomar os estudos da flora mato-grossense vem fortalecendo o objetivo de ‘reativar’ a pesquisa e divulgação da flora de Mato Grosso, revisando as primeiras listas de espécies, materiais depositados em coleções científicas, descrevendo espécies novas e, ainda, ampliando a distribuição geográfica de diversas espécies existentes em outros estados e até outros países.

Orquideas de Mato Grosso - Genus CatasetumCAPA Carlini e Caniato Orquideas de Mato Grosso.inddDesde 2012, a publicação de dois livros sobre as orquídeas de Mato Grosso – ‘Orquídeas nativas de Mato Grosso’, de Ana Kelly Koch e Celice Alexandre Silva, e ‘Orquídeas de Mato Grosso – Genus Catasetum L.C.Rich ex Kunth’, de Adarilda Petini-Benelli – chamou a atenção demonstrando o quanto esse Estado é rico em espécies de orquídeas e o quanto ainda precisa ser estudado.

Biblioteca da ACEO recebe nova edição da revista “Orquidário”

Revista OrquidaRio 01A Associação Cearense de Orquidófilos (ACEO) está incorporando à sua biblioteca o vol. 28, nº 2, da revista “Orquidário”, editada pela OrquidaRio Orquidófilos Associados, do Rio de Janeiro. A nova edição transcreve três ensaios voltados para diferentes aspectos da Orquidofilia e da Orquidologia, um deles assinado pelo Diretor de Comunicação da ACEO, jornalista Italo Gurgel.

Em “O Gênero Dryadella Luer no Rio Grande do Sul”, o advogado gaúcho Luiz Filipe Klein Varella, estudioso das orquídeas de seu Estado, apresenta um histórico desse gênero e descreve as três espécies que ocorrem no RS, bem como seu habitat.

Revista OrquidaRio 04“Quando o céu fecha as torneiras” é o título do artigo de Italo Gurgel, que se reporta a algumas estratégicas a serem postas em prática pelos orquidófilos, nesse momento em que a escassez de água afeta todo o País. Segundo Italo, “o contexto de escassez é penoso para todos, mas, quando se tem uma atividade que normalmente impõe um consumo elevado de água – como o cultivo de orquídeas – cabe admitir que a situação se torna dramática”.

Maria do Rosário de Almeida Braga, editora da revista, e Marcelo Rodrigues Miranda são os coautores de “Orquídeas terrestres da Ilha Grande”. Eles revelam que, durante trabalho desenvolvido na Ilha Grande, município de Angra dos Reis (RJ), a OrquidaRio encontrou várias espécies terrícolas que só recentemente foram identificadas. Os pesquisadores registraram 29 espécies, distribuídas em 21 gêneros, a maioria deles pertencentes à subtribo Spiranthinae.

Interessados em adquirir a revista “Orquidário” devem dirigir-se diretamente à OrquidaRio – Rua Visconde de Inhaúma, 134/428 – Rio de Janeiro / RJ – Tel. (21) 2233.2314 – E-mail: orquidário@orquidario.org

Mundo orquidófilo brasileiro perde o Dr. Humberto Epiphanio

Dr. Humberto Epipnaio em webvideo no qual fala sobre o combate a pragas e doenças em orquídeas.
Dr. Humberto Epiphanio em webvideo no qual fala sobre o combate a pragas e doenças em orquídeas.

Faleceu nesta segunda-feira, 11, em Rio Claro (SP), o médico Humberto Epiphanio, proprietário do Orquidário Epiphanio e uma das mais conhecidas e queridas figuras do mundo orquidófilo brasileiro. Estava com 75 anos de idade e era considerado referência na área da Otorrinolaringologia.

Em maio de 2009, entrevistado por Vera Coelho para o “Boletim ACEO”, Humberto Epiphanio disse considerar o cultivo de orquídeas “uma loucura prazerosa”. Segundo ele, “a orquídea tem o dom de magnetizar as pessoas, não é uma flor como as outras. Neste mundo moderno, cheio de pressões e cobranças, cultivar orquídeas é a maneira mais correta de se equilibrar. Uma orquídea a mais, um remédio e um psiquiatra a menos.”

Governador Valadares e Uberaba na agenda de grandes eventos

Cartaz - Governador Valadares 2015A Sociedade Orquidófila Valadarense (SOVAL) realiza, entre os dias 8 e 10 do corrente mês de maio, em Governador Valadares (MG), sua 23ª Exposição de Orquídeas. O evento acontece na Galeria Monhagara – Teatro Atiaia, com entrada franca. Informações mais detalhadas podem ser obtidas com Alex Junio, pelo tel. (33) 8816.7521.

Cartaz - Conferência walkeriana 2015Já nos dias 29, 30 e 31, tem lugar, em Uberaba (MG), a III Conferência dos Produtores e Colecionadores de Cattleya nobilior e Cattleya walkeriana. Paralelamente a uma grande exposição, haverá leilão de plantas das duas espécies, workshops e palestras. Diversos estandes de venda de orquídeas estarão funcionando no local da Conferência: o Shopping Uberaba.

Orquídeas no Jardim Botânico (Rio) e Parque Dona Lindu (Recife)

Cartaz - Orquídeas no Jardim 2015Será aberto amanhã, dia 1º de maio, mais um “Orquídeas no Jardim”, a tradicional exposição realizada pela OrquidaRio no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O evento se estende até o dia 3, com a seguinte programação:

Dia 1/5 – 6ª feira

  • 8:00h  às 17:00h: Visitação pública – Exposição e vendas
  • 10:00 e 15:00h: Oficinas de cultivo básico de orquídeas
  • 14:00h: Palestra “Orquídeas do Rio de Janeiro” (Maria do Rosário de Almeida)

Dia 2/5 – Sábado

  • 8:00h às 17:00h: Visitação pública – Exposição e vendas
  • 9:30h às 12:30h: Oficina de Ilustração Botânica (Dulce Nascimento), com vagas limitadas
  • 10:00 e 15:00h: Oficinas de cultivo básico de orquídeas
  • 14:00h: Palestra “Orquídeas adequadas para cultivo no Rio de Janeiro” (Carlos Antonio A. de Gouveia)

Dia 3/5 – Domingo

  • 8:00h às 17:00h: Visitação pública – Exposição e vendas
  • 9:00h às 13:00h: Curso “As orquídeas e seu cultivo – 1ª parte” (Delfina Araújo e Carlos Manuel de Carvalho)
  • 14:30h às 16:30h: Curso “As orquídeas e seu cultivo – 2ª parte / “Prática de reenvasamento” (Ricardo Figueiredo)
  • 17:00h: Encerramento

Observação: Com exceção do Curso de “As orquídeas e seu cultivo” (R$ 80,00) e da “Oficina de Ilustração Botânica” (R$ 50,00), todas as outras atividades são gratuitas. Informações e inscrições no local, durante o evento.

Visite o site da OrquidaRio: http://www.orquidario.org/

Cartaz - Parque Dona Lindu 2015NO RECIFE

Na Capital pernambucana, será aberto, nesse 1º de maio, o 5º Festival de Orquídeas, que se prolonga, até o dia 10, no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem. Haverá exposição e venda de orquídeas, além de outras atividades, todos os dias, das 8:00h às 18:00h.

Sem necessidade de inscrição e totalmente gratuitos, às 10:00h dos sábados (02/05 e 09/05) e domingos (03/05 e 10/05) serão realizados minicursos e oficinas de cultivo de orquídeas. Também estarão sendo comercializados no local: Bromélias, antúrios, cactos e outras plantas disponíveis, além de fertilizantes, substrato, vasos e cachepots.