“Lusorquídeas”, boletim oficial da Associação Portuguesa de Orquidofilia (APO) circula em mais uma edição, distribuída gratuitamente entre os associados. Em editorial, Ana Rodrigues conclama os colegas associados: “Teremos sempre mais para oferecer e esperamos que se envolvam no nosso trabalho, visitem as nossas exposições e participem, partilhem e enviem as vossas histórias, ideias e sugestões”.
A Presidente Graziela Meister abre a sequência de artigos com um belo texto sobre o Dendrobium, mega gênero que reúne mais de 1.200 espécies. Seguem-se: entrevista de José Costa com Teresa Almada, para quem “a matemática e as orquídeas são a essência da vida”; fichas técnicas sobre a Coelia triptera e a Coelogyne cristata; roteiro dos principais eventos realizados pela APO recentemente; artigo de Ricardo Oliveira sobre “Fotossíntese”; artigo de Jaime Vieira intitulado “Orquídea – o requinte da mãe natureza e problemas digestivos”; artigo de Manuel Lucas sobre o botânico inglês Joseph Dalton Hooker, além do tradicional “Espaço do associado”.
Durante os três dias da 4ª Bienal de Orquídeas do Nordeste, que aconteceu entre 2 e 4 de fevereiro, paralelamente ao 11º FestOrquídeas de Fortaleza, o público visitante teve ocasião de conhecer e adquirir o “ABC do orquidófilo – de uma, várias ou muitas orquídeas”, livro essencial na cabeceira de todo cultivador de orquídeas. O autor, Prof. René Rocha, esteve presente ao evento, tendo oferecido grande contribuição, ao participar da Comissão Julgadora e da mesa redonda realizada, no segundo dia da exposição, para discutir questões ligadas ao cultivo e classificação da Cattleya labiata.
O “ABC do orquidófilo” está em sua segunda edição, revisada e atualizada, após ter tido sucessivas reimpressões. Com 424 páginas, traz 64 pranchas coloridas, com cerca de 400 fotos de orquídeas, além de dezenas de ilustrações em preto e branco. Para complementar o livro, nesse aspecto, o autor criou um Compact Disc, onde reproduz centenas de imagens das mais variadas espécies de orquidáceas. O CD é parte integrante da obra e não pode ser vendido separadamente.
René Rocha produziu essa obra, pacientemente, após mais de 30 anos de estudos e prática no cultivo de orquídeas. Nas páginas do “ABC”, ele colocou conhecimentos, comentários e experiências aplicáveis e de fácil alcance para qualquer iniciante. O trabalho também é essencial para aqueles cultivadores mais experientes, no momento em que surgem dúvidas sobre a ortografia e pronúncia, a origem desta ou daquela espécie, ou mesmo sobre as práticas de cultivo indicadas para uma nova planta que chegou a suas mãos.
Contatos com o autor podem ser feitos através do e-mail: renerocha@ip3.com.br ou renerocha01@hotmail.com / – Tel. (35) 9135.2992. – Para informações complementares, visite a página: www.abcdoorquidofilo.com.br
Cattleya labiata semi-alba, de Michelle Canário, 1º lugar em sua categoria.
No sábado, dia 2 de fevereiro, a Associação Cearense de Orquidófilos (ACEO) promoveu importante debate sobre a Cattleya labiata. A mesa redonda, inserida na programação da 4ª Bienal de Orquídeas do Nordeste e 11º FestOrquídeas de Fortaleza, contou com a participação de René Rocha, autor do livro “ABC do Orquidófilo”; Marcelo Vieira Nascimento, botânico e geólogo, ex-presidente da Federação Orquidófila de Santa Catarina; Sérgio Rangel, do Recife, cultivador e estudioso da C. labiata; Welington José Fernandes, presidente da Coordenadoria das Associações Orquidófilas do Brasil (CAOB); Luíz Wilson Lima Verde, pesquisador das orquídeas cearenses; Marcelo Carvalho, diretor técnico da ACEO e ativista ambiental; e Italo Gurgel, diretor de Comunicação da ACEO e autor da “Cartilha de Cultivo de Orquídeas”. O conteúdo das diversas intervenções será editado, devendo constituir-se em uma publicação a ser lançada, oportunamente, pela ACEO.
Mesa redonda discute aspectos da “Rainha do Nordeste”.
Apesar da beleza da C. labiata e de sua importância para a orquidofilia brasileira, apesar de seu envolvimento essencial em um enorme número de hibridações, continua havendo certa indefinição sobre os padrões de cores e tonalidades dessa espécie. Também pairam dúvidas sobre o verdadeiro mapa de sua dispersão pelos estados nordestinos. Acrescente-se, ainda, o fato de que, hoje, a labiata, cognominada “Rainha do Nordeste”, está na lista de espécies vegetais ameaçadas de extinção na natureza.
Sobre tais questões, o jornalista Italo Gurgel comentou: “É com o propósito de buscarmos respostas para essas indagações que se realiza este encontro. Não temos a pretensão de que daqui saiam respostas conclusivas. Mas, se conseguirmos deitar um pouco de luz sobre as indefinições que cercam nossa Rainha, ficaríamos muito felizes. E quanto à história da C. labiata? O que sabemos sobre o trajeto dos clones maravilhosos que saíram do Nordeste para enfeitar as coleções do resto do País? Toda informação que se possa veicular, aqui, sobre a labiata, vai enriquecer nossos conhecimentos sobre essa flor. Vamos conhecê-la melhor e, assim, apreciá-la melhor.”
Ainda durante a mesa redonda, Italo Gurgel anunciou que se encontra em preparação, na ACEO, o livro “Orquídeas do Ceará”. Além dele, participam do projeto o diretor técnico Marcelo Carvalho e Luís Wilson Lima Verde, autor de dissertação de mestrado e tese de doutorado sobre as orquidáceas cearenses.
O objetivo da obra – disse Italo – “é chegarmos à relação mais completa e mais confiável possível, agregando fotos ou desenhos botânicos, além de breves informações sobre cada espécie. A checklist será precedida de um texto de cada coautor, com informações e comentários que, certamente, irão enriquecer a obra.”
Segue-se seleção de fotos das mais belas C. labiata exibidas na Bienal/FestOrquídeas.
4ª Bienal de Orquídeas do Nordeste / 11º FestOrquídeas de Fortaleza
2, 3 e 4 de fevereiro de 2018
RECOMENDAÇÕES AOS FACILITADORES DAS OFICINAS
A Associação Cearense de Orquidófilos recomenda, aos facilitadores das oficinas a serem ministradas na 4ª Bienal de Orquídeas do Nordeste / 11º FestOrquídeas de Fortaleza:
Iniciar sua apresentação, pontualmente, no horário previsto na Programação e concluí-la em 50 (cinquenta) minutos, de modo a se produzir um intervalo de 10 (dez) minutos entre uma e outra oficina;
Providenciar, com a necessária antecedência, o material de que irá necessitar durante sua oficina, podendo contar, para isso, com o apoio da Diretoria de Eventos;
Restringir-se ao tema da oficina, evitando assuntos relacionados a política, religião ou outras temáticas que possam suscitar discordâncias e polêmicas;
Nas oficinas de cultivo de orquídeas, solicita-se aos facilitadores que, no momento apropriado, apresentem a Cartilha de Cultivo de Orquídeas, disponível na tenda da Associação, ao preço de R$ 25,00 (vinte e cinco reais), e recomendem, aos participantes, aproximarem-se da ACEO, na perspectiva de se tornarem futuros associados.
Também nas oficinas de cultivo de orquídeas, a ACEO sugere que os facilitadores recomendem aos participantes jamais adquirirem orquídeas retiradas diretamente da natureza. O combate ao comércio criminoso de “orquídeas do mato” se constitui em campanha permanente da Associação Cearense de Orquidófilos.
A Associação Cearense de Orquidófilos (ACEO) será anfitriã, este ano, da 4ª Bienal de Orquídeas do Nordeste, evento que acontecerá, nos próximos dias 2, 3 e 4 de fevereiro, paralelamente ao 11º FestOrquídeas de Fortaleza. O cenário, tal como aconteceu nos últimos anos, é a Casa de José de Alencar, o histórico e aprazível equipamento cultural da Universidade Federal do Ceará, situado na Av. Washington Soares, 6055, na Capital cearense.
Confirmaram presença as associações orquidófilas do Rio Grande do Norte (SORN e CPO), Paraíba (APO), Pernambuco (ASSOPE), Alagoas (AOBAL) e Sergipe (OASE). Além da exposição de orquídeas, apresentadas pelos membros da ACEO e trazidas pelos Orquidófilos visitantes, estão previstas oficinas de cultivo, mesa redonda e feira de orquídeas cultivadas em laboratório, além de outras plantas ornamentais. É expressamente proibida a venda de plantas retiradas da natureza. Três orquidários comerciais atenderão ao público interessado em adquirir plantas de alta qualidade: Flores do Lago, de Patos de Minas/MG; K&S Orquídeas, de Pindamonhangaba/SP; e Santa Gertrudes, do Ceará.
EM DEFESA DA NATUREZA
Em cada edição já realizada do FestOrquídeas, as exposições da ACEO têm atraído um público calculado em até 20 mil pessoas, nos três dias de sua realização. Evento com forte inserção na mídia impressa, rádio e televisão, a exposição anual se inspira no lema: “Uma celebração de amor à natureza”.
O tema é de grande relevância, uma vez que, em todos os estados do Nordeste, os ambientes naturais onde ocorrem as orquídeas têm sofrido crescente pressão, por conta da especulação imobiliária e da derrubada da cobertura vegetal para dar lugar à exploração agrícola. O cenário das exposições, pelo poder que revela para atrair um grande público e a atenção dos veículos de comunicação, tem-se revelado propício para se discutirem soluções e ecoar mensagens voltadas para a proteção ambiental.
Uma longa mesa pare acolher os amigos que acorreram à Casa de José de Alencar.
O Natal da Associação Cearense de Orquidófilos (ACEO) foi comemorado, sábado passado, dia 16, na Casa de José de Alencar, com um almoço de comidas típicas seguido da troca de presentes e um alentado sorteio de orquídeas. Para arrematar o almoço, Vera (diretora de Eventos) e Juliana Coelho (presidente) levaram tortas e docinhos por elas mesmas confeccionados.
Juliana entrega orquídea à tesoureira Mônica.
A primeira planta sorteada foi um híbrido de Cattleya. Destinava-se àquele(a) associado(a) que houvesse revelado maior assiduidade às reuniões da ACEO durante o ano de 2017. Registrado empate entre Vera e Mônica (tesoureira), foi feito sorteio, cabendo o brinde a esta última. Após o “amigo secreto”, que aproximou mais ainda os antigos e os novos associados, foram feitos sorteios de uma dezenas de Bulbophyllum originários do Orquidário Santa Bárbara. Dadas as especificidades desse gênero, Vera Coelho fez uma pequena preleção sobre as características morfológicas das plantas e deu dicas de cultivo.
Ao final, Juliana agradeceu o apoio dos associados durante o ano que se encerra, lembrou a aproximação do 11º Fest-Orquídeas de Fortaleza, a se realizar nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro, paralelamente à 4ª Bienal Nordestina de Orquídeas, e convidou a uma participação cada vez maior dos associdados, visando ao constante fortalecimento da ACEO.
Ao lado da esposa, dona Iuná, o Prof. Clementino recebe a merecida homenagem.
O biólogo e orquidófilo potiguar Clementino Câmara Neto, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, foi homenageado pela UFRN, Universidade Federal Rural do RN e Prefeitura Municipal do Rio do Fogo pelo pioneirismo no processamento e reciclagem de macroalgas para produção de cosméticos, fitoterápicos e adubos.
Renomado pesquisador da área de Biologia, Prof. Clementino é Vice-Presidente da Associação Orquidófila do Rio Grande do Norte (SORN) e desenvolve pesquisa inédita relacionada ao uso de algas, também, no cultivo de orquídeas. Sua participação é aguardada na 4ª Bienal de Orquídeas do Nordeste e 11º FestOrquídeas de Fortaleza, onde discorrerá sobre esse tema.
A homenagem ao mestre foi prestada quarta-feira, dia 6, por ocasião do “II workshop sobre o uso de macroalgas como instrumento de desenvolvimento local”, realizado em Rio do Fogo, município localizado no litoral nordeste do RN, a 70 quilômetros de Natal.
Em tempo: a 4ª Bienal e o 11º FestOrquídeas estão agendados para os dias 2, 3 e 4 de fevereiro próximo, na Casa de José de Alencar, em Fortaleza.