As entrevistas da ACEO 02: A primeira dica de Carlos Keller é estudar, estudar, estudar…

Na quarta edição do Boletim ACEO, de 21/07/07, Carlos G. Keller, paisagista e orquidófilo do Rio de Janeiro, oferece importantes dicas para quem desembarca na orquidofilia. No final, arremata suas palavras com um sábio aconselhamento: “nunca compre plantas coletadas na natureza”. Segue-se a íntegra da entrevista concedida a Vera Coelho:

ACEO – De ornitólogo, você passou a orquidófilo. São experiências bem diferentes, ambas gratificantes. Como foi isso?

Carlos Keller – Eu tinha desistido de criar aves. Primeiro, porque já residia no Rio de Janeiro em um apartamento e não mais na fazenda em Piras-sununga (SP) e, segundo, porque com a legislação confusa, a incompetência e a politicagem dos funcionários do Ibama, ficou difícil manter um criadouro de aves sem ter permanentes atritos com o órgão. Aquilo deixou de ser um prazer e passou a ser uma chateação. Além disso, manter no Rio um aviário a céu aberto, em algum terreno ou chácara, é querer ser invadido e roubado. Já as orquídeas são tão gratificantes quanto as aves, só que sem os problemas que acompanham aquele tipo de hobbie. Trabalhando como paisagista há cerca de 20 anos, eu já tinha uma boa base técnica que me permitiu assimilar o cultivo de orquidáceas com rapidez.

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As entrevistas da ACEO 01: Leonardo Freitas do Valle, uma irrefreável paixão pelas orquídeas

Leonardo Freitas do Valle é Presidente do Núcleo Orquidófilo Castello Branco, na Grande São Paulo. Em conversa com Vera Coelho, ele inaugura uma série de entrevistas publicadas pelo Boletim ACEO desde a 3ª edição, datada de 16/06/07.

ACEO – Como surgiu seu interesse pelas orquídeas?

L.F. do Valle – Minha mãe, pintora naïf de renome internacional, me educou no amor aos animais, às plantas e suas flores, fontes inesgotáveis e permanentes de inspiração. Como tinha poucos recursos, trocava seus quadros por vasos de orquídeas em flor, numa pequena loja no centro do Rio de Janeiro, e inoculou em mim o micróbio da orquidofilia. Posteriormente, me relacionei com o saudoso Luys de Mendonça, fundador da Sociedade Brasileira de Orquidofilia (SOB), e com um colega de trabalho na Siemens, mais tarde um grande amigo, Luiz Schara, também da SOB, que fundamentaram um encaminhamento definitivo para me tornar amante das orquídeas. Foram meus preceptores, da melhor qualidade.

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